Ameaça: a promessa de mal que ainda não aconteceu
Ameaça é a promessa ou o anúncio de um mal, e também aquilo que representa um perigo próximo. Pode ser dita por alguém, ou vir de um fenómeno, como uma tempestade.
A ameaça vive no futuro: ainda não aconteceu, mas pode acontecer. Ameaçar é anunciar um mal que ainda pode ser evitado. A palavra serve para pessoas, animais, tempo e doenças.
- Anúncio de mal. *Recebeu uma ameaça por escrito.*
- Perigo possível. *A seca é uma ameaça para a agricultura.*
- Indício de algo mau. *Havia ameaça de chuva.*
Formas
| Classe | Forma | Exemplo |
|---|---|---|
| Nome feminino | ameaça | Uma ameaça séria. |
| Plural | ameaças | Várias ameaças. |
| Verbo | ameaçar | Ameaçou chamar a polícia. |
| Pretérito perfeito | ameaçou | Ameaçou-os ontem. |
| Adjetivo | ameaçador | Um olhar ameaçador. |
Exemplos em contexto
- A empresa tem recebido ameaças por telefone.Contexto de crime, linguagem noticiosa.
- Há ameaça de trovoada para a tarde.Previsão do tempo: sentido de risco.
- O cão ameaçou morder, mas recuou.Verbo com sujeito animal.
Ameaça e ataque
A palavra vem do latim vulgar *minacia*, de *minax*, «que ameaça». Em espanhol diz-se *amenaza* e em italiano *minaccia*: a raiz é a mesma. Em Portugal, a diferença entre ameaça e ataque é fundamental: a primeira anuncia, o segundo concretiza. Já o perigo é o estado em que algo pode correr mal. Em linguagem corrente, ambas assustam, mas só a ameaça tem um autor ou uma causa identificável.
Ameaça é crime em Portugal?
Pode ser. O Código Penal prevê o crime de ameaça, mas a classificação depende do caso; convém consultar fontes oficiais.
Qual a diferença entre ameaça e aviso?
O aviso é neutro e quer proteger; a ameaça anuncia um mal a que o outro quer escapar.