Absurdo: o que não faz sentido e a origem do termo

Absurdo é o que contraria a razão ou o bom senso, ou o que é tão exagerado que parece ridículo. Usa-se como adjetivo e como nome.

Absurdo diz-se do que não tem lógica, do que ofende a razão. Em latim, *absurdus* era sobretudo uma palavra de música e significava «dissonante», aquilo que soa mal, sem harmonia. A partir daí, passou a descrever ideias, pedidos e situações que «desafinam» do bom senso.

Formas

FormaPalavraExemplo
Masculinoabsurdoum plano absurdo
Femininoabsurdauma regra absurda
Pluralabsurdos / absurdassituações absurdas
Advérbioabsurdamenteabsurdamente caro
Derivadoabsurdidadea absurdidade da cena

Como se usa numa frase

O absurdo na filosofia e na literatura

No século XX, autores como Camus e Beckett fizeram do absurdo um conceito central: a vida humana procura sentido num mundo que não responde. Em lógica, usa-se a expressão latina *reductio ad absurdum*, ou «redução ao absurdo», para provar algo mostrando que o contrário leva a uma contradição. Quem acha uma ideia disparatada diz que é absurda; já ao autor, se for teimoso, chama-lhe tolo ou coisa pior.

Absurdo e ridículo são o mesmo?

Não exatamente. O absurdo viola a lógica; o ridículo provoca riso ou desdém.

Absurdo pode ser nome?

Sim: «é um absurdo» e «dizer absurdos» são usos correntes.

Fontes

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